sábado, 11 de fevereiro de 2017

Fonte: Google


CHUVA


O dia líquido
trouxe as nuvens plúmbeas
e, tanto quanto,
a chuva precipita-se
sobre telhados gastos,
ela escoa em mim,
inunda-me!
do suave frio da tarde cinza…

Eu espio as enxurradas que
seguem as trilhas das ruas íngremes.
Seguem, como eu, rumo ao rio
que em mar deságua…

Passantes andam nos asfaltos
protegidos pelas abóbodas dos guarda-chuvas…
porém, expostos, aos respingos da vida que,
como as águas, evaporam e tornam chuva…
Estão alheios
às enchentes dos meus pensamentos
e aos devaneios da poesia líquida
desperta neste dia molhado…

Que assim seja, pois,
entre trovões e raios,
cada um sente o frio
conforme a chuva que cai…


Genny Xavier

Fonte: Google

Um comentário:

Manuel Veiga disse...

a força telúrica dos elementos da Natureza a vibrarem na alma sensível da poeta.

que os destila, qual fornalha, em perfume de vida - Poesia!

gostei muito, Genny

beijo, minha amiga