quinta-feira, 21 de abril de 2011


IMAGEM AO VENTO


Simultânea razão
promove os limites

que dimensionam

o simples olhar

que olha as coisas...


Olhar é também

enviesar o revés
e reter para sempre
nas retinas embriagadas

a imagem contida na visão
e tomada pela fluídica
emoção captada...

Pena que a imagem
as vezes corre ao vento

e deixa a impressão
gravada no olhar
que espia o tempo

e memoriza a beleza azul
dos dias ensolarados...

Genny Xavier


14 comentários:

Pequeno Hans disse...

o olhar pode até nos enganar,com um estalo de dedos.
A imagem ao vento causa impacto,além do olhar,corre no tempo.

Axé

Hans Muller

Rita Santana disse...

O exercício do olhar é o que nos faz Poetas, Genny!E escrever sobre isso, é refletir o nosso fazer, o nosso ofício. Estava com saudades de você. Beijos! Gosto muito da foto do varal. Como os varais são poéticos!

São disse...

A foto está um espanto e do poema , claro, gostei.


Cadê seu irmão?!

Para vós , uma renovadora Páscoa. minha amiga.

Ana Martins disse...

Boa noite Genny,
espero e desejo que a sua Páscoa tenha sido doce e plena de amor e alegria.

Muito bonito o seu poema.

Beijinho e muito obrigada pela simpática visita.

Ana Martins

Desnuda disse...

Querida Genny,

Ilustrações belíssimas e poema que li através do coração. Há poemas que exigem a leitura através do coração e não consigo ler ou interpretar de outra forma, mais completa, porque sentida.


Beijos com carinho, amiga!

Eduardo Marculino disse...

Parabéns pelo conteúdo e organização do Blog...
abraços

Nayara .NY disse...

Os nossos olhos são o mistério. Podemos ver as pessoas, as horas e através deles perceber como tudo muda e como muda rápido!

É bom de mais passar por aqui!

heretico disse...

olhar é "desvendar". ... o objecto do Desejo de quem olha...

belíssimo teu olhar.

beijo

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Poema que fala ao coração.
Saudades,


Abraço bom,

O Falcão Maltês

Julliany kotona disse...

Gostei do blog,estou a te seguir e eu sempre estarei aqui a te lêr e comentar bjos de bom dia!

A.S. disse...

Genny,

Delicioso poema...


Beijo!
AL

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Já li e reli este poema várias vezes, cara amiga. Até o inclui num recital aqui em casa.
Zé Inácio (Vieira de Mello) está semana no meu blog com poemas sobre BODAS DE SANGRE, de Saura.
Falta a sua participação.
Seria lindo.
Beijos,

O Falcão Maltês

Simples de coração disse...

Oi, Genny!!

Sou amigo da Iana Carolina e vi um comentário seu no blog dela...Escrevi uma coisinha lá no meu blog, gostaria q vc desse uma olhada... "Eu queria que minha professora fosse igual à sua"... http://meusversosmeuuniverso.blogspot.com/ :D

Abraços...
Ivan Costa

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Presença do outono

Devia ter dito te amo
Mas estava o outono fazendo sinais,
Cravando suas portas em minha alma.

Amada, tu, recebe-o
Vai buscá-lo, transporta a tua doçura
Por sua doçura-mãe.
Vai buscá-lo, vai, outono duro,
Outono suave em quem reclino meu ar.

Vai buscá-lo, amada.
Não sou quem te ama este minuto.
É ele em mim, seu invento.
Um lento assassinato de ternura.

GELMAN, Juan. Amor que serena, termina?. Rio de Janeiro: Record, 2001.