sexta-feira, 19 de julho de 2013

"Cada criança que brinca se comporta como um poeta." (Ana Maria C. Peres)

Os manacás de cheiro...


REMINISCÊNCIAS

Os manacás de cheiro
ainda perfumam minhas memórias
de quintais e riso
e eu me espio vestida de vento
a devorar pitangas vermelhas...
Abaixo das janelas
os amigos evocavam assobios
e as asas revoavam meus pés
no correr dos caminhos
das ruas de pedras...
Entre aventuras e sustos
fantasias e jogos
meu tempo não tinha hora
se alargava sem ponteiros
para os dias depois de outros...
De que valia o futuro
se havia os doces sapotis
da árvore eternizada?
De que valia saber
que os manacás e as pitangas
no curso do presente-hoje
seriam reminiscências?

Genny Xavier

  As pitangas vermelhas...


Os doces sapotis...


As ruas de pedras...

6 comentários:

São disse...

Que post tão terno e tão aconchegante, amiga!

Abraço apertado

heretico disse...

permanece no lábios o sabor das pitangas e a memória dos dias perfumado...

beijo

Maria Emilia Moreira disse...

Que bem me soube andar por aqui! Gosto do sabor do nome dos frutos desconhecidos...há uma musicalidade infinita ao pronunciá-los...
Hoje embriaguei-me de poesia aqui! Abraços.
M. Emília

Nilson Barcelli disse...

Que saudades eu tenho do tempo não ter hora e se alargar sem ponteiros...
Magnífico poema, como sempre.
Genny, minha querida amiga, tem um bom resto de semana.
Beijos.

Mar Arável disse...

Os belos apeadeiros da vida

. intemporal . disse...

.

.

. é este passado que nos acolhe num mais terno futuro .

.

. belíssimo .

.

. um grande beijinho .

.

.