quarta-feira, 17 de agosto de 2011


NOSSOS DIAS

Entre a palavra e o gesto
nem sempre a boca pensa
nem sempre a intenção é boa

nem sempre o coração ressoa.


Entre o que se diz e o que se faz

nem sempre a verdade é honesta

nem sempre a justiça é feita

nem sempre se ama ou se odeia.

Quando o riso
sentencia a ironia.
Quando a gentileza
esconde a bajulação.
Quando a piada
camufla o veneno.

Quando o espetáculo

mascara o vazio.
Quando a fama

evidencia a solidão.

Quando o amor

justifica o crime.
Quando a vida

imita a comédia...

...Fundo fundo poço fundo!

Se o amor fosse profundo

seria uma rima

não seria manchete na web.



Genny Xavier


16 comentários:

Mar Arável disse...

Nem sempre o amor rima

Anônimo disse...

Parabéns. Paz, amor, alegria, saúde e sorte. Moisés.

Iana Carolina disse...

... E diante disso nenhuma máscara se sustenta sorrindo por muito tempo.

Muito bom, como tudo que vem do seu baú.

E muito obrigada mesmo pelo meu nome na coluna... e por tudo, desde sempre. Uma honra enorme pra mim.

Beijos!!

felipe disse...

o amor não rima com niguém, menos ainda com raimundo. Drummond, talvez, dissesse; o amor ainda não é uma solução.

abraço,

Felipe

PS. pra vc lembrar, sou o pesquisador do painel da rodoviária(rs).

Desnuda disse...

Querida amiga,

Excelente! Porque nem sempre...

Beijos com carinho e bom fim de semana Genny.

heretico disse...

pois sim...
amor não rima mesmo. com web...

beijo

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

CAJUEIROS E PASSARINHOS

de Antonio Nahud Júnior
para os amigos poetas
Genny Xavier,
José Inácio Vieira de Melo
e Ritinha Santana


Na paisagem nordestina
subindo ao céu
frondosos cajueiros plantados
no chão de areia fina
saltam para todos os lados
fugindo do chicote do tempo
na pele de folhas verdes
do vento veloz alazão
que desce das cumeeiras
dos morros cor de lírio
assim que a noite abre
suas portas de negridão.

Esses cajueiros sinuosos
são casa de passarinhos:
de pintassilgo, pardal,
de lavandeira, vem-vem,
de canário e bem-te-vi,
de galo-de-campina
e martim-pescador,
de anum-preto e sabiá,
de pica-pau-amarelo,
de concriz e juriti,
de soldadinho, rolinha,
graúna e beija-flor,
corrupião e tiziu,
de curió, andorinha,
coleiro e papa-capim,
rouxinol e canção,
asa-branca, tico-tico,
xexéu-de-bananeira,
engole-vento, nambu,
pinta-roxo e verdelim,
de golina e azulão,
bicudo, sanhaçu,
bico-calado e patativa,
quero-quero e cotovia.

Tais formosuras voadoras
bicam o mel do outono
na polpa dos avermelhados cajus
anunciando encantamentos
com paixão e melodia.
Ah cajueiros! ah passarinhos!
vou na quimera da maturidade
que dura tão pouco e ilude
plantado de valentia e de contemplação
com a sensação de auroras e meio-dias
metade homem aventuroso
metade miragem da poesia.

Lídia Borges disse...

Muito conciso... Se o amor rimasse!...

L.B.

Alessandra disse...

Genny, minha querida,parabéns!!! Não me canso de saborear seus veros...
Beijos.

Anônimo disse...

comentar? eu?!!
Um abraço,
Solineide

Nayara .NY disse...

Nem sempre os olhos dizem a verdade ou o coração emana o que sente...
Mas as palavras tentam se modelar pra gente tentar dizer alguma coisa!
Nem precisa de nenhum comentário aqui! Suas palavras são auto-suficientes!
Sempre é bom passar por aqui!
Um grande abraço!

Pawlo Cidade disse...

Sem palavras. Um abraço. Li, amei e vou multiplicar!

Anônimo disse...

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