Itabuna ontem (década de 60). Vista panorâmica do centro urbano.
Fonte: http://historiadeitabuna.blogspot.com

Itabuna hoje. Vista panorâmica noturna do centro urbano
Foto: Geraldo Borges
MEU CHÃO DE ONTEM E HOJE
Meu mundo era pequeno
quando eu imaginava comer
os pedaços da casa de doce
da rua do museu.
Hoje, eu sei que a casa é de tijolo
e o museu não existe mais.
Havia o rio e as pedras desse rio
quaravam as roupas
de quem tinha muita roupa para vestir.
As lavadeiras,
- vestidas de panos simples -
faziam bolhas nas mãos
espumando o alvejar dos ricos.
Hoje, o rio abre e fecha a boca
com seu hálito ocre
querendo o ar limpo que já não tem...
e as lavadeiras se foram
dos meus sonhos de meninice.
No meu mundo pequeno,
cabia muita coisa de sonho e mágica
como as barbas brancas do Papai Noel
em meu caminho para o cinema
em filme de domingo.
Cabia poeta recitando versos
na praça libertária
dizendo ao mundo que as guerras
matavam meninos que sonhavam voar.
Cabia homem-carro
fazendo das pernas pneus velozes
zunindo delírios
e buzinando alegrias.
E, ainda cabia,
parque de frente pra igreja
quermesses de bolos e fé
algodão-doce e ladainhas.
Mas, nesse mundo grande de hoje
a cidade encolheu o saber,
mal-cheirou o rio
e lava suas roupas sujas na sabida máquina do tempo.
Tempo gasto em que as bruxas varrem ao vento
os ciscos das memórias dos anos de ouro.
Então, diferente do meu mundo de ontem,
este de hoje, tão grande e real,
sobra os espaços como numa caixa vazia,
espia a notícia do dia
e dita a ordem das coisas.
Itabuna-Bahia. Praça Olinto Leone (ao fundo o antigo "Castelinho", propriedade do intendente Henrique Alves e a antiga Igreja Matriz, ambas as construções não existem mais.)
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Itabuna, 100 anos de história
O Arraial de Tabocas, como assim era chamado antes de sua emancipação, nasceu às margens do rio Cachoeira quando, nos idos de
A partir de 1867, através da chegada de migrantes sergipanos, o arraial começa sua fase de povoamento. Dentre os primeiros chegados, estavam o caboclo Manoel Constantino e o sertanista Félix Severino de Oliveira (conhecido por Félix Severino do Amor Divino). Posteriormente, vindo com a família de parentes do Félix Severino, chegaria o menino José Firmino Alves, aos 14 anos, que mais tarde viria a ser um dos principais nomes para a articulação da fundação do município de Itabuna.
É fato que o nascimento do arraial de Tabocas, hoje município de Itabuna, está diretamente relacionado com o crescimento da monocultura do cacau no sul da Bahia, intensificada a partir do final do século XIX. A vinda de sertanistas nordestinos, especialmente sergipanos em busca de melhores condições de vida para fugir da seca e da pobreza através da perspectiva de recebimento de terras devolutas e cultiváveis, facilitadas pelo governo, promove, ao longo dos anos seguintes, as razões para o eminente progresso do recém formado arraial de Tabocas e de toda a região do sul da Bahia.
Também atraídos pelas notícias do progresso da região outros grupos de chegados aqui vieram, como os imigrantes sírios e libaneses, ligados as atividades de comércio e mascatearia e algumas famílias de imigrantes alemães, poloneses, etc.
Cerca de trinta anos depois da formação de Tabocas e devido ao seu franco desenvolvimento, em 1897, o arraial solicitou ao governo estadual o pedido de emancipação política do município de Ilhéus, que foi negado. Em 1906, alguns deputados enviaram um projeto para elevação de Tabocas a categoria de vila. No mesmo ano o Governador José Marcelino de Souza assinava a lei de nº 692 desmembrando o município de Ilhéus da Vila de Tabocas. Em prosseguimento, coronéis e políticos da época, continuavam a luta pela elevação da vila para cidade. Assim, através da lei de nº 807, de 28 de julho de 1910, sancionada pelo então governador, João Ferreira de Araújo Pinho, a Vila de Tabocas se desligava da Comarca de Ilhéus, constituindo-se no município de Itabuna. Seu primeiro governante, denominado intendente, foi o engenheiro Olinto Batista Leone.
Em tempos atuais, Itabuna é pólo regional que se destaca por atividades comerciais, industriais e de serviços. Durante o auge do período de grande produção do cacau e devido a riqueza fértil de suas terras, próprias ao cultivo dessa rica cultura, tornou-se um importante centro econômico, chegando a ocupar lugar de destaque na produção cacaueira no país, exportando para países da Europa e para os EUA.
O colapso econômico regional, provocado pela crise do cacau causada pelo ataque da praga chamada vassoura-de-bruxa, na década de 80, provocou mudanças drásticas no cenário regional do sul da Bahia. Assim, impulsionada pelas buscas de novas alternativas econômicas o município de Itabuna se volta para as demandas de produção nas áreas do comércio, da indústria, da diversificação da agricultura e da educação universitária.
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Características Geográficas:
Fundação: 28 de julho de 1910
Unidade Federativa: Bahia
Mesorregião: Sul Baiano (IBGE/2008)
Microrregião: Ilhéus/Itabuna (IBGE/2008)
Limites: Governador Lomanto Júnior, Ibicaraí, Ilhéus, Itajuípe, Itapé e Jussari.
Área: 443, 198 km²
População: 219.266 hab. (IBGE/2009)
Densidade: 475,19 hab./km²
Clima: tropical úmido
Altitude:
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Itabuna-Bahia. Praça José Bastos, 1941.
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Itabuna-Bahia. Av. do Cinquentenário. Data desconhecida.
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